O PAI CORRIGE AOS FILHOS QUE AMA...não podemos negar que estes primeiros leitores da epístola tinham sofrido muito. O escritor já mencionou as perseguições daqueles primeiros dias, quando eles suportaram tanto - Hebreus 10:32-34. Ele não está minimizando aquilo por que eles passaram, mas tudo tem que ser mantido no seu contexto. Eles ainda não tinham derramado o seu sangue. Eles ainda não tinham sofrido martírio como alguns dos heróis da fé mencionados no capítulo anterior. Eles não tinham sofrido tanto quanto Ele tinha sofrido, por quem eles agora tinham o privilégio de testemunhar. O Salvador havia dado a Sua vida por eles. Ele suportou até a morte de cruz.
UM COMBATE CONTÍNUO....é verdade que pela sua fidelidade eles estavam em combate contínuo contra o mal. Havia uma luta constante contra as forças inimigas. O pecado, numa variedade de formas, estava contra eles. Eles tinham que agonizar, como os competidores nos jogos, resistindo o mal em toda e qualquer forma. Eles tinham resistido; temos um reconhecimento disto indicado no texto, mas eles ainda não tinham resistido ao ponto de derramar o seu sangue, até a própria morte. " ainda não resistisse até ao sangue ". Será que há nisto um aviso oculto de que o pior do combate ainda estava por vir! Eles deveriam usar as dificuldades presentes como uma preparação para combates maiores. Como uma árvore, que na tempestade aprofunda as suas raízes para ter maior estabilidade e segurança, assim eles deveriam usar a perseguição presente para fortalecer-se contra aquela que estava por vir.
UMA GRANDE EXORTAÇÃO ...PV. 3:11-12..." filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor nem te enfades da sua repreensão. Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai , ao filho a quem quer bem..."Será que eles tinham esquecido desta exortação! .Esta Escritura estava " falando " com eles, argumentando com eles, dialogando com eles, discutindo com eles, persuadindo-os. Será que tinham se esquecido dela! Aquela Escritura os chamava de filhos. O versículo de Provérbios estava arrazoando com eles, como com aqueles que poderiam entender, com inteligência, a maneira como o Pai os estava tratando. Era o direito do Pai usar as circunstâncias para a disciplina de Seus filhos. Esta seria uma maneira madura de encarar a perseguição e o sofrimento. O verdadeiro pai disciplinará seus filhos para formar e edificar o seu caráter. " Filho meu " , argumenta as Escrituras, " não desprezes a correção do Senhor ". Na Sua soberania, na Sua sabedoria, no Seu amor, o Pai nos repreenderá e admoestará, transformará circunstâncias adversas e hostis em algo para o nosso bem. Portanto, ao invés de desmaiar nas adversidades e dificuldades do caminho, devemos vê-las como meios que o Pai usa para nos ensinar alguma coisa. Isto as tornará mais fáceis de suportar, e poderemos compreender qual a lição exata que devemos aprender nas tristezas que inevitavelmente virão ao nosso encontro. Não devemos desprezar esta disciplina. Não devemos fazer pouco caso dela, nem a tratar levianamente. O Pai está nos instruindo e isto será, no final, para o nosso bem total e para a sua glória.
AQUELE A QUEM O SENHOR AMA ELE CORRIGE...o escritor agora argumenta que, quando reconhecemos que os nossos sofrimentos são a correção do Senhor, temos para a nossa consolação e incentivo, uma evidência básica do Seu amor para conosco, " pois aquele a quem o Senhor ama Ele corrige " Nosso fardo será mais leve se reconhecermos que a correção vem do Senhor, por sua vez, isto indica que somos realmente filhos, e que somos amados do PAI. " O Senhor açoita todo filho que Ele recebe ". Açoites não são agradáveis. O nosso Senhor predisse que Seus discípulos fiéis seriam açoitados. A maneira como os judeus açoitavam, e que seria bem conhecida por estes leitores hebreus, era com uma vara. Todo filho, em alguma ocasião, necessita desta disciplina. Ela será administrada em em amor, por um pai muito sábio, e quando o Pai usa as circunstâncias prevalecentes para nos açoitar, é bom lembrar que isto é, de fato, o Seu reconhecimento de que somos filhos e a prova do Seu amor paterno para conosco.
CORREÇÃO, DISCIPLINA E NÃO IRA...o escritor continua o assunto. O incentivo, agora , é que eles devem reconhecer que suas aflições são correções ou disciplina e não ira. Eles não devem pensar que seus sofrimentos são, necessariamente, a expressão de desprazer divino para com eles. É bom para nós quando podemos ver o terno amor do Pai nas nossas aflições. " Ele está fortalecendo o nosso caráter "É um fato bem conhecido, que os cristãos mais consagrados e santos são aqueles que tem sofrido. A fornalha refinadora de sofrimento produz uma vida mais pura, um caráter mais fragrante, uma maior dependência e uma maior devoção ao Pai. Reconheça então, quando você estiver sofrendo, que DEUS está lhe tratando como um filho em quem Ele deseja desenvolver uma semelhança a Ele e aquele Filho que é Seu Unigênito, o Filho do Seu amor, e que está eternamente no Seu seio.
QUAL É O FILHO QUE NUNCA FOI CORRIGIDO PELO PAI!!...Qual é o filho que nunca foi corrigido pelo pai! Onde há um verdadeiro cuidado paternal e uma genuína ambição paternal pelo bem estar moral do filho, haverá disciplina. Não é bondade, por parte do pai, dar liberdade irrestrita ao seu filho. Esta liberdade terminará em ruína. Quem já observou um menino soltando uma pipa! Não temos visto como a pipa puxa a linha, se esforçando, lutando para ser livre! Qual seria o resultado se o menino desse a pipa, a liberdade que ela esta lutando para obter! O que aconteceria se a linha que a segura fosse cortada, ou se rompesse! A pipa flutuaria e vacilaria e cairia. Pode parecer um paradoxo, mas a verdade é que aquilo que parece estar impedindo a pipa esta realmente dando-lhe segurança. Não seria para o bem da pipa dar-lhe liberdade pela qual ela luta. Ela não sobreviria sem a contenção da linha. Assim também a influência limitadora de um pai bondoso, embora muitas vezes não é apreciada na hora, é para o bem do filho, produzirá as virtudes reais, e trará prosperidade moral que, no final será apreciada por todos.
QUANDO UM HOMEM VIVE SEM A DISCIPLINA DE DEUS...Moisés formou-se no Egito, mas, a sua pós graduação foi no deserto. Isto é muito sério, pois se estamos sem disciplina, se não conhecemos a mão disciplinadora de Deus nas nossas vidas, a conclusão solene a que chegamos é que " não somos filhos de Deus ", não somos seus filhos. Como será que uma observação como esta foi recebida pelos leitores hebreus! Não havia entre eles os que eram seus filhos espúrios, isto é não eram legítimos, ou bastardos! Já não vimos os avisos de que entre eles havia aqueles que tinham dado consentimento mental e intelectual ás verdade do Evangelho, mas que não tinham uma experiência de coração com o Salvador! Isto faz-nos lembrar dos avisos da parte inicial do Cap. 6. O que tais pessoas conheceriam do cuidado e correção do Pai, nas suas vidas! O que elas apreciariam da carinhosa e bondosa restrição do Pai, com o propósito de desenvolver nelas um caráter piedoso. Estes tais eram filhos verdadeiros. Eles diziam pertencer e pareciam ser da família, mas não conheciam nada de verdadeira filiação. A conclusão do escritor é triste e solene. " Sois então bastardos, e não filhos " . Todos os filhos verdadeiros participam da disciplina. Se não participamos da disciplina então não somos filhos verdadeiros, mas filhos ilegítimos, embora professando pertencer á família.
NOSSOS PAIS SEGUNDO A CARNE QUE NOS CORRIGEM...o que o escritor está dizendo deveria, num certo sentido, já ser bem conhecido. Tudo está em pleno acordo com a vida familiar normal. Temos pais naturais que nos corrigiam quando necessário. Levei boas chineladas da minha mãe, risos e mais risos. Tínhamos os pais segundo a carne como " corrigidores ", não sei se existe essa palavra. Eles nos corrigiam quando a disciplina era necessária. Pode ser que , na hora não apreciávamos a correção, mas num relacionamento familiar ideal o filho reverenciará, respeitará o pai e se submeterá á correção. Um bom filho reconhecerá que um pai que ama não corrige o seu filho desnecessariamente. Toda a correção dos nossos pais naturais foi um treinamento para atingir uma desejada qualidade de comportamento social e familiar. Nossos pais procuravam nos moldar, e o seu prazer era ver o desenvolvimento de filhos de quem eles não se envergonhariam.
NOS SUJEITANDO AO NOSSO DEUS... se reverenciamos os nossos pais segundo a carne, os nossos pais naturais, será que não nos sujeitaremos muito mais a Deus nosso Pai! " O Pai dos espíritos" é um títulos encontrado somente aqui, na nossa Bíblia. Sem dúvida é em contraste como "nossos pais segundo a carne" que Deus é visto como o " Pai dos espíritos" . Um viver real, uma vida na sua plenitude e dignidade, pode ser obtida se nos submetermos Àquele cuja correção é para o nosso bem espiritual. Ele, o Pai dos nossos espíritos, nunca cometerá um erro ao nos castigar. Nossos pais segundo a carne, a quem reverenciamos, ás vezes podem ter errado. Não foi o seu castigo, ás vezes, severo demais! E não houve ocasiões quando devido ao seu humor , ou ás circunstâncias, recebemos menos castigos do que esperávamos ou mereceríamos! Com o Pai dos nossos espíritos isto não acontece. A Sua avaliação do que é necessário é sempre correta e apropriada. Portanto, devemos nos submeter, de bom grado, a Ele e gozarmos daquela vida que Ele deseja para nós.
OS PAIS NATURAIS FALÍVEIS E SUJEITOS A ERROS ...estes pais naturais, terrenos , que nos corrigiam, não eram somente falíveis e sujeitos a errarem, ás vezes, mas o tempo durante o qual nos disciplinaram foi breve, foi por pouco tempo durante a nossa infância e juventude. Foi, falando relativamente, por poucos dias que estivemos debaixo da sua jurisdição. O tempo da nossa sujeição a eles foi passageiro e transitório; passou rapidamente. O treinamento que eles nos deram foi para o nosso comportamento nesta vida. Eles fizeram o que, para eles, parecia de bom durante o curto período da sua responsabilidade sobre nós, embora, como já temos visto, algumas vezes, durante aquele curto período, eles cometeram erros. Assim, a sua correção e disciplina era caracterizada por falibilidade e brevidade.
OS JUÍZOS DO PAI NOSSO SÃO INFALÍVEIS...Mas o nosso Pai no céu tem um interesse eterno em nós e o Seu juízo e correção são infalíveis. Tudo que Ele faz, tudo o que Ele nos faz suportar, é para o desenvolvimento, em nós, daquela santidade que é Sua própria natureza. O Seu próprio bem amado Filho não se dirigiu a Ele, chamando-O de " Santo Pai !" Sem a santidade não pode haver uma apreciação dEle, nem comunhão com Ele. Assim Ele deseja ver nos Seus filhos aquela santidade que é característica de Si mesmo, e se, ás vezes, Ele nos castiga, é para que participemos da Sua santidade. Ele sempre corrige para o nosso proveito.
NINGUÉM GOSTA DE SER CORRIGIDO...O assunto continua e termina neste versículo. Nenhuma correção, no momento de ser executada, é uma alegria. Ninguém gosta de correção e castigo. A natureza humana não o aprecia, e é um fardo para a nossa carne. Enquanto dura é doloroso ao indivíduo. Mas há um "depois". Produzirá algo para a alma exercitada. A palavra " produz "significa " dar de volta ". Há um retorno pela dor da disciplina para aqueles que estão dispostos a ser exercitados por ela. Note que há aqui, um aviso subtendido de que não é todo mundo que tirará proveito da disciplina. Seria possível, como já observamos no verso 5, " desprezar a correção . Isto é, podemos tratá-la levianamente e negligentemente. Não há retorno algum para aqueles que assim a desprezam. Seria também possível " desmaiar " quando submetido á CORREÇÃO. Estas são reações opostas a correção do Senhor e ambas são sem proveito. Não haverá retorno para estas atitudes.
A ALMA EXERCITADA PRODUZIRÁ FRUTOS...para a alma exercitada a disciplina produzirá frutos. Assim como um fazendeiro pode falar da " produção ", da terra , indicando o retorno que ele obtém da semente semeada e do trabalho executado, assim também haverá uma produção de frutos pela disciplina administrada a um cristão exercitado. O fruto que é produzido é a justiça. Este foi, afinal , o propósito da disciplina, como já temos observado; produzir em nós umas semelhança ao Pai. Repare que aquele que chamou Seu Pai de "SANTO PAI ". O chamou também de " PAI JUSTO ", na mesma oração João 17:25. é o propósito de deus, toda vez que Ele nos disciplina, tornar-nos justos, fazer-nos viver em dignidade e ser participantes da Sua santidade; Este é o fruto desejado.
FRUTO PACÍFICO...o escritor o chama de " fruto pacífico ". Quão abençoada é esta paz depois do trauma de da disciplina. O Deus que nos corrige é chamado, nesta mesma epístola, de " o Deus da paz". O nosso Salvador é o " Príncipe da paz ", e o " Senhor da paz ". O nosso Evangelho é o "Evangelho da paz" . A paz é o fruto do Espírito. Não é de se admirar que o Pai deseja que tenhamos justiça e paz. A palavra traduzida "'paz" é a palavra grega equivalente da linda palavra hebraica SHALOM. Indica um simples cessar de hostilidades. A paz que somos aqui incentivados a ter inclui o pensamento de tranquilidade e quietude, com integridade e prosperidade. Tudo isso o Pai deseja para nós e isto será de fato a porção garantida daqueles que são exercitados pela Sua disciplina.
MARANATA..ORA VEM SENHOR JESUS.
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