O PERÍODO ÉFESO...70 A 170...a.D.
IGREJAS ESTABELECIDAS...em todo o Império Romano, desde Jerusalém até Roma. Destes centros o evangelho soou, e outras igrejas autonomas foram plantadas através da província e do Império. Várias escrituras sugerem que até mesmo antes da Bíblia estar completa, e antes da morte do último apóstolo, o Evangelho havia se espalhado por todo o mundo de então. Éfeso foi uma das igrejas estabelecidas nestes primeiros dias, e a recomendação feita por Cristo das suas atividades e Sua aprovação da fidelidade deles é evidente. A evangelização da Província de Roma na Ásia foi resultado de sua atividade evangelística. Não há dúvida de que o seu primeiro amor a Cristo foi a fonte de sua energia espiritual. O fato deles terem deixado o " seu primeiro amor" seria abrir o caminho para o desastre espiritual. É neste ponto que a lição profética se torna visível.
A PREGAÇÃO DO EVANGELHO....aquilo que havia começado em Atos continuou durante o século I, e o paganismo estava retrocedendo. Apesar das mentiras, inspiradas pelo paganismo, quanto ás práticas dos cristãos, o Evangelho se espalhou por todo o Império e, se as tradições forem em parte verdadeiras, até além. Parece que o Evangelho chegou até a Índia e á China. As palavras de Cristo eram um resumo divino das atividades daqueles anos : " trabalhaste pelo meu nome"
DESVANECIMENTO DO AMOR...fica claro, até mesmo nas epístolas pastorais de Paulo, que a devoção dos primeiros dias estava em declínio e que o amor pela pessoa de Cristo havia começado a desvanecer. Cristãos da segunda e terceira geração estavam mantendo a forma do ensino, sem o fervor característicos dos primeiros dias. Quando lemos as primeiras " apologias", escritas em defesa do Cristianismo, temos a impressão clara de que a fidelidade e certas formas e tradições havia começado a substituir o fervor da verdadeira devoção a Cristo. A formalidade parece substituir a fé, um certo legalismo substitui o amor. Assim, enquanto o testemunho exterior era mantido, algo vital havia desaparecido. A acusação de Cristo contra Éfeso era verdadeiro numa escala maior: " deixaste o teu primeiro amor"
DECEPÇÃO APOSTÓLICA...mesmo nos dias quando os verdadeiros apóstolos ainda viviam, havia aqueles que se diziam apóstolos. Paulo descreve os tais como "falsos apóstolos.. obreiros fraudulentos". João reconheceu o perigo dos " falsos profetas" e Pedro alerta contra os " falsos doutores". Historicamente, é evidente que este foi o tempo quando os verdadeiros apóstolos, um por um, deram suas vidas por Cristo, e outros homens surgiram dizendo ter autoridade apostólica, e até mesmo sucessão apostólica. Éfeso foi elogiada por Cristo pela maneira que tratou estes impostores. Cristo claramente esperava que as gerações subsequentes seguissem este modelo; " e puseste á prova os que dizem ser apóstolos e o não são".
PRETENSÃO HIERÁRQUICA...mesmo nos dias apostólicos havia aqueles que, como Diótrefes, queriam ser senhores do povo de Deus. É a respeito destes que Pedro avisa em I Pedro 5:3, quando escreve de alguns agindo " como tendo domínio sobre a herança de Deus". É desta classe que surgiria o clericalismo. A palavra portuguesa " clero" é derivada da palavra "herança". Uma classe de homens iria tentar fazer seu aquilo que pertencia a Deus. Está é mesma classe identificada por Cristo nesta carta como os Nicolaítas. Assim Cristo, nesta primeira igreja, está indicando que o desaparecimento do amor abriria caminho para o surgimento do sistema clerical que Ele odiava. Homens se levantariam dizendo ter funções sacerdotais, não somente na igreja, mas sobre a igreja. Baseado nisto um sistema seria desenvolvido, até que os homens reivindicariam a mitra episcopal e o trono do bispo. Eles poriam uma hierarquia sacerdotal entre Cristo e o Seu povo. A evidencia disto está na história dos pais pós-apostólicos, neste século de Éfeso entre 70 a 170 a.D
...SHALOM
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