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SMIRNA...tempos de perseguição

 TEMPOS DE PERSEGUIÇÃO...

OS PRIMEIROS DIAS DO TESTEMUNHO DA IGREJA....foram marcados por perseguição. Em Jerusalém houve a perseguição dos saduceus, seguida pela perseguição dos fariseus, seguida por sua vez pela perseguição de Herodes. Homens morreram pela sua fé. O fato do Evangelho livrar homens da idolatria através de todo o Império Romano, logo fez com que os cristãos fossem taxados de ateus, pois eles rejeitavam todo o panteão de deuses pagãos. Isto levou a desconfiança ás mais extraordinárias acusações. Também, o interesse comercial local muitas vezes resultava em distúrbios focalizados contra os cristãos, como aconteceu em Éfeso, com a associação dos ourives Atos 19:23-41. O judaísmo tornando-se apóstata ao rejeitar a Cristo quando o Evangelho foi pregado localmente, se transformou em opositor implacável de Cristo., e muitas vezes era instrumento usado por satanás. Em muitos lugares a sinagoga local se tornou o centro de oposição, aproveitando todas as oportunidades para fomentar o ódio contra os cristão. Repudiados e denunciados pelo judaísmo, o Cristianismo agora não mais podia ser considerado uma ramificação do judaísmo e uma "religião permitida" no Império. Assim os cristãos, através do Império, se transformaram em pessoas suspeitas pela autoridade.

CLÁUDIO EM 49 a.D...a primeira perseguição direta do Império Romano contra os cristãos bem pode ter sido o decreto de Cláudio em 49a.D , pelo qual todos os cristão, assim como os judeus, foram expulsos de Roma. Cláudio expulsou os judeus de Roma porque eles estavam constantemente participando de tumultos instigados por Chrestus. O nome Chrestus é geralmente considerado pelos historiadores como  uma variação CHRISTUS. no grego. É provável que a pregação de Cristo tenha provocado grande animosidade entre os judeus em Roma, e isto transformou em desordem civil. Priscila e Áquila sofreram com este edital, e mudaram de Roma para Corinto. A segunda perseguição direta foi em 64 a.D, quando o debochado Nero, sabendo que havia vários planos para tirar o mesmo do trono e tentando desviar a atenção do seu comportamento depravado, se aproveitou da superstição do povo para maldizer o caráter dos cristãos, e finalmente culpá-los pelo incêndio de Roma. Isto foi a desculpa para o martírio de milhares de cristãos. Este período levou vários anos, e foi durante este período que Paulo foi condenado a morte.

PERSEGUIÇÃO: POLÍTICA IMPERIAL DE ROMA...embora muitos cristãos, e os próprios apóstolos, sofreram sob o Império Romano até 70a.D, este período Smirna de sofrimento é caracterizado pelo fato de que a perseguição se transformou política do Império. Os atos de Cláudio e Nero partiram principalmente das suas próprias circunstâncias, e eram o resultado de uma condição local. Entretanto, agora que o cristianismo estava avançando muito na vida religiosa do Império, medidas foram tomadas para proibir tal religião " ateísta" e perseguir os cristãos que, por definição , eram tratados como insurgentes. Tornou-se prática comum negar aos cristãos em Cristo qualquer direito civil, qualquer direito de propriedade, e até mesmo direito á vida. Os cristãos, de acordo com a política do Império, deveriam ser despojados, torturados, banidos, queimados ou lançado as bestas feras no circo, como entretenimento para o povo. 

AS RAZÕES POR TRÁS DAS PERSEGUIÇOES...alguns dos Césares, como Nero havia feito, usaram-nas como uma válvula de segurança para desviar a atenção da má administração do governo, da corrupção dos oficiais, e da severidade da vida diária do Império Romano. Instigando a multidão de escravos a atacar os cristãos. César desviava a atenção de seus próprios fracassos e do fracasso do governo. Mentiras e calúnias eram os agentes do inimigo. Boatos circulavam dizendo que o " partir do pão" praticado pelos cristãos era uma desculpa para se realizar sacrifícios humanos e para beber sangue. A recusa dos cristãos de se associar com os templos dos ídolos, os sacrifícios sagrados, e com todo o paganismo que havia na vida diária, fez com que fossem considerados ateus. Sendo que nenhum cristão dava a Cristo  o Seu devido lugar como Senhor, queimaria incenso a César, isto foi usado como razão para acusa-los de sedição, cujo castigo era a pena de morte. Que liberdade temos em nosso país, podemos adorar Jesus sem sermos penalizados com a morte.

A PERSEGUIÇÃO DO JUDAÍSMO APÓSTATA...como vimos a perseguição durante estes séculos era muitas vezes fomentada pelo judaísmo apóstata. Recusando permitir que aqueles que estavam associados com o odiado Nazareno fossem protegidos pela lei , da Religião permitida, que incluía o judaísmo, eles denunciavam os cristãos aos magistrados. A reação dos magistrados locais era decisiva, se eles não considerassem que o assunto era de sedição, perturbação da ordem pública, desordem , rebuliço, eles tinham o direito de agir com sua própria autoridade e dispensar o caso.  Se  eles assim fizesse, teria de estar pronto a responder qualquer acusação que pudesse ser enviada contra ele a César ou ao senado Romano, pela comunidade judaica. Ele poderia exigir que o acusado participasse do teste de lealdade (" oferecer uma pitada de incenso a César") e condenar a morte, por traição, aqueles que recusassem adorar a César. A única alternativa era encaminhar o caso a César. O número crescente destes apelos a Roma, sob vários imperadores , levou a decretos de perseguição. Por isso é que temos nessa carta a referência á '" sinagoga de satanás": os judeus criando problema e convocando os poderes civis( O Império Romano) para destruir os que não se conformavam com a religião do estado. Para incentivar a denúncia dos cristãos pelos seus compatriotas, havia leis que permitiam ao informante apossar-se da propriedade dos cristãos. Ninguém queria correr o risco de dar emprego a estas pessoas suspeitas. Assim Cristo faz referência especial nesta carta á pobreza dos cristãos sofredores.  Pobreza, prisão e morte era tudo o que estes que confiavam em Cristo podiam esperar neste período.

DOIS SÉCULOS DE PERSEGUIÇÃO.. durante dois séculos, os cristãos sofreram perseguições esporádicas e depois geral. Havia sem dúvida, razões comerciais, políticas e religiosas que, para o império romano, pareciam razão suficiente para iniciar programas contra os Cristãos. Nesta carta, Cristo mostra que por trás dessa perseguição estava o adversário infernal( satanás), o acusador habitual (o diabo) do povo de Deus. Satanás instigou a tempestade que nos seus cálculos acabaria com o testemunho de Cristo na Terra. Nunca mais, numa esfera tão mundial, seria feita uma tentativa com esta para acabar com os cristãos. Como é frequente na sua oposição a DEUS , satanás calculou mal, e como os relatos na história fala " o sangue dos mártires se tornou a semente da Igreja". A paciência dos cristãos sob as mais cruéis torturas, e sua fidelidade até á morte, levou a propagação do Evangelho. O paganismo era incapaz de inspirar tamanha devoção.

PERSEGUIÇÃO: PERMISSÃO DIVINA...contudo, por trás desta fúria de satanás contra os cristãos, podemos discernir outra razão. A  permissão divina é evidente. A devoção desvanecente  em Éfeso seria transformada numa chama de paixão pelos ventos tempestuosos da perseguição. Como um metalúrgico colocando o minério no fogo da fornalha, Cristo usaria estas condições para testar a fidelidade e purificar o testemunho. O testemunho dos mártires no segundo e terceiro século é uma leitura trágica, mas ao mesmo tempo o relato da sua fé e fidelidade soa com uma nota triunfante. Apesar dos muitos fracassos e, por estranho que pareça, ás vezes até mesmo uma tendência de estar apaixonado pelo próprio martírio, foi demonstrado um intenso amor por Cristo, um amor que estava preparado a ir até a morte. Historiadores calculam um número de cinco milhões de mártires. No reinado de Diocleciano esta perseguição atingiu um auge terrível. 

A CAÇA A TODOS OS CRISTÃOS...O imperador Deocleciano já idoso introduziu um novo sistema de governo, que trouxe ao poder seu genro Galério. A mãe de Galério era uma pagã cruel que odiava os cristãos, e ela usou todo seu poder e autoridade, instigada pelos sacerdotes pagãos, para destruir os cristãos. Decreto após decreto foi emitido, na insistência de Galério e sua mãe, para caçar todos os cristãos e queimar as Escrituras. Escritos da época relatam que foi o conflito final e horrendo entre o paganismo e o Cristianismo, a disputa estava no seu auge, e chegando a um momento decisivo. Proclamações públicas foram feitas pelas ruas da cidade, convocando homens, mulheres e crianças para irem aos templos dos deuses. Todos deveriam passar pela prova do sacrifício ou morrer. Cada indivíduo era convocado pelo nome  de listas anteriormente preparadas. Nos portões da cidade todos tinham que passar por rígidas provas, e aqueles que manifestavam ser cristãos eram imediatamente presos.

LONGO PERÍODO DE DEZ ANOS...    Em quase toda a parte do Império Romano, tais cenas de crueldade impiedosa continuaram com mais ou menos severidade pelo longo período de dez anos. Durante o segundo e terceiro século desta era de perseguição, centenas de cristãos foram trazidos aos anfiteatros de Roma para serem lançados aos leões famintos, enquanto milhares de espectadores assistiam e vibravam. Muitos foram crucificados, outros foram cobertos com peles de animais, e torturados até a morte por cães selvagens. Eles foram revestidos de piche e incendiados para servirem de iluminação. Foram fervidos em óleo e queimados na estaca, como foi Policarpo na cidade de Smirna em 156 a,D. 

A MENÇÃO DE DEZ DIAS...a menção de dez dias desta carta, no seu contexto original e interpretação original deve se referir a uma perseguição local em Smirna com esta duração. Argumenta-se que, neste contexto profético, se refere a esta última perseguição sob o governo de Deocleciano, que durou dez anos . Isto pode ser verdade, mas devemos notar que só podemos chegar a esta conclusão á luz da História. Não há nada no contexto para sugerir que um dia deve ser comparado a um ano. O número dez pode ser uma referência aos dez períodos específicos quando, eles insistem, a perseguição foi generalizada em todo o Império . 

próximo estudo falaremos sobre a igreja de Pérgamo.. união estado x igreja

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